HC adota Sistema Manchester para classificação de pacientes

HC adota Sistema Manchester para classificação de pacientes

Hospital da Criança (HC), administrado pela entidade filantrópica Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira (AHLVF), em parceria com a Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), adotou o Protocolo de Manchester para unidade de pronto atendimento do Hospital da Criança (HC) e pronto socorro do Hospital Regional do Oeste (HRO). O sistema consiste na classificação de risco de cada paciente que aportar numas das unidades hospitalares.

Atendimento

Com o sistema será dado novo fluxo no atendimento de urgência e emergência, prioridades de ambas unidades. Tal medida a Política de Humanização na Saúde Hospitalar adotada pela filantrópica que administra os dois hospitais públicos em Chapecó.

As tratativas para implantar o Sistema Manchester iniciaram ainda em 2013. A parceria entre UFFS e AHLVF teve como meta implantar a dinâmica até início do segundo semestre de 2014 nas duas unidades hospitalares administradas pela filantrópica (HC e HRO). O Sistema Manchester está sendo implantado em duas etapas, sendo que a partir desta sexta-feira, 22 de maio o sistema de classificação entra em vigor no Hospital da Criança. Já a segunda etapa está prevista para contemplar o pronto socorro do HRO na segunda quinzena de junho.

Nesta sexta-feira as equipes do pronto atendimento do HC iniciam seus plantões aplicando para cada caso de chegar, critérios para classificação de risco de cada paciente. Estão envolvidos neste projeto corpo médico, técnico, clínico, enfermagem e administrativo. O sistema prioriza atendimento pela gravidade do caso e não por idade ou ordem de chegada. Objetivo primaz é acolher cada paciente, avaliar a sua necessidade clínica, classificá-lo dentro da escala Manchester, priorizando sempre emergência e urgência. O sistema de avaliação é sinalizado em cada paciente com pulseiras nas cores: vermelha (emergência); laranja (muito urgente); amarela (urgente); verde (pouco urgente) e azul (não urgente).

As cores de classificação determinam um tempo máximo para atendimento ao paciente, de forma a não comprometer a sua saúde. Quanto ao significado das cores, o paciente classificado como vermelho deve ser atendido de imediato, ou seja, tempo zero. As demais cores laranja, amarelo, verde e azul devem ser atendidas em tempo máximo de 10 minutos, 60 minutos, 120 minutos e 240 minutos respectivamente.

De acordo com a enfermeira coordenadora de Enfermagem do HC, Francieli Cecconello, a grande vantagem do sistema Manchester “é separar casos verdadeiramente urgentes dos não urgentes, garantindo atendimento prioritário de casos graves”. Ela salienta que os pacientes deixam de ser atendidos pela ordem de chegada ao setor de urgência ou emergência e passam a ser em função da gravidade da situação. “Estamos avançando positivamente na dinâmica para prestar assistência médica hospitalar”. Entre os reflexos positivos na unidade de pronto atendimento ou pronto socorro, está a possibilidade que todos os profissionais terão de visualizar quais doentes estão classificados como emergência e urgência. “Isso auxilia em muito no gerenciamento das atividades médicas e de enfermagem, dando possibilidade de atuar com maior resolutividade e bem estar dos pacientes”.

Saiba Mais

Sistema de Triagem de Manchester é uma metodologia científica que confere classificação de risco para os pacientes que buscam atendimento em tanto no HC quanto no HRO. O Sistema de Classificação de Risco (SCR) dispõe de 52 entradas, que se entende por fluxos ou algoritmos para a classificação da gravidade, avaliação esta codificada em cores. Os fluxogramas estão agrupados de forma a identificar sinais, sintomas ou síndromes que habitualmente motivam a ida do paciente a um Pronto Atendimento ou Pronto Socorro.

Fluxograma – como funciona

O processo de triagem se dá com a abertura de ficha no setor. Após, o paciente é direcionado para a sala de triagem. O enfermeiro triador identifica a queixa principal e através dela associa um fluxograma de Manchester a ser aplicado. Baseado nas respostas do paciente ele identificará uma cor para o risco. O enfermeiro é o profissional responsável por este processo.

Histórico do Sistema Manchester

A Triagem de Manchester teve origem na Inglaterra, na cidade de Manchester. No Brasil, foi utilizado pela primeira vez em 2008, no Estado de Minas Gerais, como estratégia para reduzir a superlotação nas portas dos pronto-socorros e hospitais. Hoje, ele é acreditado pelo Ministério da Saúde, Ordem dos Enfermeiros, Ordem dos Médicos e é entendido como uma evolução no atendimento aos quem recorrem a um Serviço de Urgência.

A implantação da Triagem também é vantajosa para o paciente, pois submetido a esta metodologia de classificação de risco está certamente assegurado de seu real quadro de saúde. Outro fator a ser considerado é o tempo de atendimento descrito e indicado pelas cores, o que poderá ser determinante para melhor intervenção e recuperação para queixa que motivou cada um a procurar pelo serviço médico de urgência ou emergência na unidade hospitalar. Fonte: Portal da Enfermagem.

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